Será que Dell consegue entrar no mercado de smartphones?
Escrito por Karin em 24/03/09 23:26
Michael Dell confirmou hoje que sua empresa está desenvolvendo um smartphone, mas ainda não divulgou a data para o lançamento.
Num mercado tão concorrido como o mercado de smartphones, onde temos duas grandes empresas já travando uma grande batalha para quem consegue a maior fatia do mercado - Apple e Nokia - será que a Dell, empresa já consolidada na área de pc's e notebooks, conseguirá alguma coisa?
Há quem diga que não, pois acredita ser uma decisão arriscada, especialmente agora que o setor possui duas gigantes que apresentam números expressivos no mercado e por também se tratar de um negócio completamente diferente, já que a tecnologia de desenvolvimento de computadores não é a mesma de um smartphone, devido a características como tamanho, design, mobilidade.
Porém, existe o outro lado que afirma que pelo fato de ser um empresa já conhecida e estruturada no ramo de computadores, ela possui uma vantagem competitiva no sentido de que smartphones são hoje “mais computadores do que celulares”. Se a Apple conseguiu, por que não a Dell também? Mas será que a Dell tem alguma carta na manga?
Acreditando que é possível, a Dell está trabalhando no desenvolvimento de um smartphone, que terá como sistema operacional Windows Mobile. Ainda não se sabe quando efetivamente teremos nas lojas o produto da Dell, mas foi desmentido esta semana o rumor de que as operadoras de telefonia teriam rejeitado o projeto do smartphone, pois as mesmas não teriam ficado surpresas com o que foi visto, por não trazer nada de novo, com um hardware bem semelhante ao que já é produzido por companhias como HTC, LG e Nokia. Michael Dell afirmou que o aparelho será lançado dentro do cronograma, acabando com o suposto rumor.
Agora o que nos resta fazer é esperar para ver se realmente o smartphone da Dell estará nas lojas e qual será a sua aceitação. O trabalho deles será árduo porque não é fácil entrar num mercado onde temos Apple e Nokia.
Até :)
Comparação entre as soluções ORM para iPhone
Escrito por Felipe Barreto em 22/03/09 18:01
Começamos um novo projeto para nosso cliente e, por causa de alguns detalhes desta app, resolvemos experimentar o SQLite Persistent Objects - SLPO. Já falamos sobre o Active Record - AR - antes e das suas características como ORM para iPhone e agora estamos avaliando o SLPO.
Objetos não-persistidos
Até agora, a principal vantagem do SLPO é permitir a criação de objetos não-persistidos, ou seja, posso instanciar e manipular um objeto a vontade antes de salvá-lo no banco. Isso permite o uso de objetos temporários em telas onde o usuário pode popular uma entidade e, se desejar, cancelar todo o trabalho, sem que isso cause maiores dificuldades na implementação. O AR por sua vez nos obriga a criar value objects iguais a classe da entidade ou inserir os registros imediatamente na base e depois excluí-los se o usuário desistir da criação.
Por outro lado, o AR suporta habilitar ou não o delay writing, ou seja, posso decidir que toda vez que alterar um atributo, ele seja salvo automaticamente na base.
Criação automática da base
Enquanto o AR "deduz" os atributos das classes automaticamente conforme convenções no banco de dados, o SLPO faz o inverso: dados os atributos definidos na classe, o framework cria automaticamente a base de dados, as tabelas e os atributos. Essa abordagem é muito prática se você deseja começar a desenvolver rapidamente e seu modelo entidade-relacionamento é bem simples.
Contudo, como a maioria das ferramentas que automatizam um trabalho de criação, o resultado na base não é tão bem-feito como se fosse desenvolvido por um ser humano. O SLPO cria tabelas intermediárias onde somente uma foreign-key faria o trabalho e quando ele usa alguma foreign-key, esta normalmente é uma string, pois guarda a informação da tabela com que se relaciona.
Outro problema é que fico receoso de mexer na base por conta própria - para acrescentar uma trigger p. ex. - e prejudicar o funcionamento do framework. Já o AR funciona como no Ruby on Rails e utiliza convenções para deduzir nomes de classes, tabelas, atributos e relacionamentos. Conhecendo essas convenções simples, não é muito trabalhoso criar o banco para usar com a app.
Tipos dos atributos
Uma vantagem clara do SLPO é que ele suporta uma quantidade muito maior de tipos. Enquanto, o AR suporta basicamente NSString, NSData e NSNumber (sim, sem primitivas!), o SLPO suporta também UIImage, primitivas - int, float, double, etc - e qualquer classe que implemente o protocolo NSCoding, o que é ótimo, pois permite você persistir suas próprias classes como atributos no banco.
Resumo
Como todo blog que faz uma comparação entre tecnologia faz uma tabelinha, aqui vai a nossa:
| Active Record | SQLite Persistent Objects | |
|---|---|---|
| Criação automática da base | ![]() |
|
| Definição automática das propriedades nas classes | ![]() |
|
| Objetos temporários | ![]() |
|
| Delay writing opcional | ![]() |
|
| Convenção sobre configuração | ![]() |
|
| Tipos primitivos | ![]() |
|
| Tipos personalizados | ![]() |
|
| Cache | ![]() |
![]() |
| Relacionamentos | ![]() |
![]() |
| Referência | link | link |
Existem outras características de cada framework, mas essas foram as principais que serviram para escolhermos o que se adaptava melhor a cada projeto. Se você usou um dos dois, fique a vontade para comentar e contar sua experiência.
Abraço
Leia também:
Novidades do iPhone OS 3.0
Escrito por Quintana em 19/03/09 10:18
Ontem foi lançada pela Apple, a nova versão do iPhone OS. A nossa previsão de aplicativos em background não se confirmou, mas foram muitas novidades lançadas. O Blog do iPhone fez um post explicando as principais. Para quem tem um iPhone e está pensando em atualizar o seu firmware para a versão 3.0 (quando esta for liberada) é uma boa leitura. Neste post, vou focar nas novidades do novo SDK para os desenvolvedores, como nós.

Venda direta dentro da App
A primeira grande notícia para os desenvolvedores foi a nova possibilidade de poder vender conteúdo dentro do aplicativo, por exemplo, será possível fazer um jogo com algumas fases gratuitas e com outras fases que o jogador deverá pagar para jogar. A Apple continuará abocanhando 30% do valor vendido mas já é uma grande notícia poder trabalhar desta forma. Isto certamente irá diferenciar a App Store das novas lojas de aplicativo que entraram no mercado, como a loja da palm, comentada aqui, o Android Market e a Ovi Store.
Quem não roda em background, usa Push
Outra novidade importante é a notificação em plano de fundo. Já que não será possível rodar aplicações em background, a Apple resolveu substituir isto por uma API de Push, já conhecida de quem desenvolve em Java ME, onde os aplicativos poderão ser "acordados" quando um evento ocorrer. A justificativa da Apple para ter adotado esta solução e não a do background é que a segunda, segundo eles, consome mais bateria.
Bluetooth peer-to-peer, finalmente
Outra boa novidade é a comunicação peer-to-peer via bluetooth para jogos e aplicativos. Finalmente eles vão fazer algum uso do bluetooth, já que antes ele não servia pra muita coisa. Eu ainda acho pouco apenas a conexão P2P, pois com Java ME é possível conectar até 8 celulares em uma piconet bluetooth, mas P2P já é um começo.
1000 APIs
A Apple também afirma ter disponibilizado 1000 novas APIs para os desenvolvedores. Confesso que ainda não sei quais são - e acho que vou demorar um pouco pra descobrir, 1000 é muita coisa... -, mas já sei que agora será possível checar a rede de dados que está sendo utilizada (3G, EDGE, Wi-Fi), chamar a aplicação maps dentro da sua aplicação, ter acesso à biblioteca do iPod, utilizar o sensor de proximidade, transmissão de áudio e vídeo por HTTP, APIs embutidas de voz sobre IP (VoIP), entre outras.
O novo SDK do iPhone já está disponível para download pelos desenvolvedores cadastrados no programa de desenvolvimento da Apple. O download tem 2.1 Gigas e eu já estou fazendo o meu (isso significa que a Mobits finalmente conseguiu a licença da Apple).
Em breve mandaremos nossas impressões sobre o novo SDK.
Leia também:
Em primeira mão: iPhone 3.0 com rodando programas em background!
Escrito por Afonso Junior em 13/03/09 21:32
Para quem tem acompanhado os blogs sobre iPhone nos últimos dias, pode perceber que o comentário geral é sobre o lançamento da nova versão do sistema operacional do iPhone, o 3.0. Parece que já está certo para esta terça o press release desta versão, embora muitos achavam que isso só aconteceria em junho, na Worldwide Developers Conference 2009.
Eu poderia ficar em cima do muro, mas ouvi de fontes confiáveis que essa versão suportará algo que os desenvolvedores já vinham pedindo ansiosamente: a possibilidade de rodar vários programas ao mesmo tempo, ou rodá-los em background. Com isso, acho que pode vir uma nova onde de aplicativos na App Store, com alertas, lembretes, programas de computação mais demorada, alertas sobre a proximidade de lugares, eventos, enfim, bastante coisa.
Se você não acha isso possível, espere até terça, e passe aqui no blog para dizer se eu dei com os burros n'água ou não. Mas a notícia já foi lançada. Quando seu amigo vier com aquela cara de espanto dizer as novidades, diga que você já sabia e passe esse link para ele. :P
Até terça!
Aplicações JavaMe portadas para Android: é possível?
Escrito por Quintana em 05/03/09 23:50
Andei lendo em um post do blog Mobile Pit Stop que o pessoal do framework j2mepolish está desenvolvendo uma nova versão de seu framework para portar aplicações JME diretamente no Google Android. É isso mesmo, os desenvolvedores JME terão a oportunidade de portar suas aplicações nativamente para o Android.

Eu já havia lido algumas coisas sobre o j2mepolish no passado quando estava estudando o desenvolvimento de interfaces gráficas para JME, contudo, acabei desanimando porque achei o projeto bem complexo de usar. Aí a Sun lançou o lwuit e eu acabei aderindo esta solução como framework.

Mas como pessoal do j2mepolish vem dizendo que poderá portar as aplicações JME para Android, pode ser que eu volte a estudar esse framework. O site deles diz: The upcoming version 2.1. will support automatic porting from J2ME to Android. Feel free to ask us for a preview. Ou seja, ainda teremos que esperar esta nova versão pra ver se a promessa será cumprida.
O que eu gostaria de saber é como vai ficar a cara das aplicações JME no Android. Outra dúvida: será possível portar aplicações JME que não foram desenvolvidas no j2mepolish, como as desenvolvidas com o lwuit? Eu acho que não. Vamos aguardar.
Leia também:
Teste automático de interface para suas Apps
Escrito por Felipe Barreto em 03/03/09 00:24
Durante o desenvolvimento do nosso primeiro projeto para iPhone, encontramos o artigo do Matt Gallagher onde ele apresenta uma técnica para simular toques numa aplicação rodando no simulador do iPhone e, consequentemente, realizar testes automáticos de interface.
Eu já havia trabalhado com testes de interface para sistemas web com o Selenium e sempre gostei do poder que esta ferramenta acrescenta aos nossos teste e, portanto, fiquei muito feliz em ver esta possibilidade para o nosso projeto e coloquei logo em prática a técnica do Matt.
Observei algumas limitações bem como algumas dificuldades e comecei a modificar o código do Matt, chegando a soluções mais parecidas com o Selenium e achei que o troço tava ficando bom e merecia virar um projeto Open Source. Pedi então a autorização e o apoio do Matt para criar um projeto e tocar as ideias para a frente.
Eis que surge o Bromine!
Bromine - Bromo em Inglês, elemento seguinte ao Selênio na Tabela Periódica - está disponível para download via SVN no Google Code pelo endereço http://code.google.com/p/bromine/.
O Bromine possui uma seção wiki explicando como baixar e instalar o framework na sua aplicação, mas se tiver alguma dúvida não hesite em entrar em contato. E se quiser contribuir, melhor ainda! :D
Como funciona?
A ideia é simples: o Bromine disponibiliza comandos que permitem o desenvolvedor acessar e manipular os elementos da tela, deste modo, você pode, por exemplo, verificar se a tela que você está possui um título X, preencher uma caixa de texto e clicar num botão. Tudo isso automática, rápida e repetidamente, como um bom teste deve ser.
Para fazer essa mágica, o Bromine representa sua interface como um grande XML e seus comandos permitem acessar as views através de simples sentenças XPath.
Em breve, postarei um vídeo do Bromine em funcionamento para ilustrar melhor. Aguardem!
Windows Mobile 6.1 - Impressões Gerais
Escrito por Afonso Junior em 02/03/09 10:40

Meus amigos, eu tenho um HTC Touch Cruise e baixei a pouco tempo a versão 6.1 do Windows Mobile. Com uns dois meses de uso, já dá para ter algumas impressões sobre o sistema operacional da Microsoft.
Como todos sabem, a Microsoft perdeu bastante terreno (pelo menos na mídia) para os atuais queridinhos do mercado (leia-se iPhone e Android). É lógico que o sistema operacional de Steve Balmer vai correr atrás para tentar se reposicionar no mercado. Ainda existem muitos celulares que rodam Windows Mobile e a lista de programas existentes é bem diversa. Mas a aposta da Microsoft em ainda utilizar a Stylus foi um tiro muito errado. Ainda bem que tenho observado que muitos programadores tentam ao máximo fazer com que seus programas dependam o mínimo possível da canetinha.

No meu caso, eu ja me acostumei a não utilizar a stylus. Aí é que entra a minha avaliação sobre a nova versão do Windows Mobile. Tenho lido a respeito das notícias de que a nova versão (a 7, é verdade) seria o mais finger friendly possível. Pois bem, quão grande foi a minha decepção ao perceber que praticamente nada dessas melhorias estão presentes nessa nova versão disponível. Digo isso porque a única coisa perceptível ao usuário é o aumento do botão de fechar um programa, no canto superior esquerdo da tela. Continua pequeno, mas qualquer melhoria é sempre bem-vinda.
Outra mudança está relacionada à organização das mensagens de texto (SMS): agora elas estão agrupadas como no Gmail, onde as "conversas" com um mesmo contato são agrupadas, assim você consegue acompanhar o histórico das mensagens. Confesso que, ao utilizar meu aparelho, essas foram as únicas mudanças perceptíveis pra mim. No site da Microsoft aparecem outras vantagens, tais como melhoria no wifi. Conversando com outras pessoas que têm a versão 6.0, percebi que realmente houve melhorias, a conexão agora têm sido mais estável.
Pois bem, se você chegou até aqui e está pensando: "Só isso?", foi exatamente o que eu pensei. É pouco pra quem está tendo que correr atrás de um mercado onde se está em desvantagem, e pra quem vem adiando o lançamento da nova versão definitiva. Ainda bem que já me informei com a HTC e que essa versão estará disponivel para os usuários do celular, gratuitamente. É esperar pra ver.
E você? Utiliza Windows Mobile? Quais são suas impressões? O que você mais gosta? O que mais te irrita? Quais são os melhores programas? Vamos trocar figurinhas nos comentários! Manda aí.
Info promove concurso de apps!
Escrito por Hildi em 01/03/09 23:00
Soube esta semana de uma iniciativa muito interessante. A INFO está realizando um concurso pra quem é desenvolvedor de iPhone ou pretende ser: o Arena Info de Software. Além de iPhone, o Arena tem outras categorias: jogos, Android, Inteligência Artificial, Widget e Aplicativo Online.

O concurso tem como prêmio uma viagem a Nova York. Para participar basta reunir um grupo de amigos da mesma faculdade e desenvolver um software inovador e original! As inscrições começaram hoje!
Para aqueles que desejam se aventurar, mais detalhes e regulamento no site do Arena.
